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Cosmocópula
Andreia Santana
Entrada Gratuita
Das políticas do corpo/imagem
O pensamento plástico de Andreia Santana tem vindo a desenvolver-se a partir de uma matriz de investigação sobre contextos específicos onde a questão da memória dos materiais se assumiu de forma preponderante: a sua prática define-se a partir de processos que tanto podem remeter para o estudo de arquivos históricos (onde a musealização e a catalogação se erigem enquanto elementos diferenciadores da não anonimidade dos mais díspares elementos que povoam este planeta), como para uma demanda dos processos mais ou menos ancestrais da criação de objetos através de preceitos próprios (do ferro ao vidro, por exemplo).
Mais recentemente, os seus projetos têm vindo a assumir um caráter menos contextual, para estabelecer uma relação mais direta com aquilo que a define enquanto ser atuante num universo trespassado por inquietações sociais e políticas. O corpo (as suas representações, os seus adereços, as suas normativas divergentes) e as coisas (objetos mais ou menos literais, excrescências significantes ou alegorias de diversa índole) povoam uma matriz referencial onde o feminismo e as suas reverbera- ções exultam uma possibilidade de afirmação positiva e atuante.
Miguel von Hafe Pérez
(texto da folha de sala)
Patente até 8 de Março de 2026.
De terça a domingo | 14h – 19h
Entrada Gratuita